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Caso médicos mortos na Barra: Justiça marca audiência

A 2ª Vara Criminal da Capital marcou para o próximo dia 13 de julho, às 16h, a continuação da audiência de instrução e julgamento do processo que apura o assassinato de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Dos cinco réus, quatro seguem foragidos: Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho; Carlos da Costa Neves, o “Gadernal”; Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o “BMW”; e Giovanni Oliveira Vieira. Apenas Francisco Glauber Costa de Oliveira, conhecido como “GL”, permanece preso em Bangu 3 e será ouvido por videoconferência, em razão de sua alta periculosidade. Segundo a denúncia, ele atuava como “batedor” do grupo criminoso, monitorando a presença policial durante a execução do crime. Na mesma decisão, a Justiça negou pedido de relaxamento da prisão preventiva apresentado pela defesa de Giovanni Oliveira Vieira. A defesa alegava ausência de indícios de autoria e questionava a autenticidade das provas digitais reunidas durante a investigação. O juízo, porém, entendeu que os indícios já haviam sido detalhados na decisão que recebeu a denúncia e destacou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a revisão da medida cautelar. A decisão também afastou a alegação de falta de acesso às provas digitais, apontando que o compartilhamento dos dados foi disponibilizado pelo tribunal por meio eletrônico, mas que a defesa não forneceu endereço de e-mail para recebimento do material, apesar de ter sido intimada para isso. A acusação de suposto embaraço por parte da Delegacia de Homicídios da Capital foi classificada como “abuso do direito de defesa que beira a litigância de má-fé”. O pedido de revogação da prisão preventiva de Francisco Glauber Costa de Oliveira também foi negado. Segundo a decisão, os crimes descritos na denúncia apresentam “extrema gravidade”, por terem sido praticados, em tese, “com violência atroz e em contexto de criminalidade organizada”, justificando a manutenção da prisão para garantia da ordem pública, da instrução criminal e da aplicação da lei penal. Relembre o caso O crime ocorreu em 5 de outubro de 2023, quando médicos que participavam de um congresso de ortopedia estavam em um quiosque na Barra da Tijuca. Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim foram mortos após criminosos confundirem Perseu com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa. Daniel Sonnewend Proença foi o único sobrevivente. No dia seguinte ao ataque, quatro suspeitos de executar o crime foram encontrados mortos em diferentes pontos da Zona Oeste. A investigação aponta que eles teriam sido executados por ordem da cúpula do Comando Vermelho. Processo nº 0166084-46.2024.8.19.0001 SV/IA
22/05/2026 (00:00)
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