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Boas práticas: projeto no Paraná promove autonomia de mulheres vítimas de violência doméstica

Promover a autonomia e a reconstrução de trajetórias de mulheres em situação de violência doméstica é o objetivo do projeto Voando Alto: ajudando mulheres a obter liberdade multifacetária, desenvolvido em Jaguapitã (PR). A iniciativa reúne ações de prevenção, orientação jurídica, incentivo à independência financeira, acolhimento e suporte emocional e foi apresentada pela juíza Jade Seffair Ferreira, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, na 28ª edição do evento “Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário”, transmitido pelo canal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no YouTube. A prática surgiu da constatação de que a atuação judicial isolada nem sempre garante proteção efetiva e duradoura. “Muitas mulheres chegam ao sistema de justiça em situação de medo, vulnerabilidade e desinformação”, afirmou a magistrada. Para enfrentar esse cenário, o projeto aposta em uma atuação humanizada e estruturada em quatro frentes: prevenção, informação clara, acolhimento e articulação em rede. Entre as ações, destacam-se a criação de um guia rápido com linguagem simples e acessível, a realização de campanhas educativas em escolas e a formação do grupo “Florescer Sem Medo”, voltado ao fortalecimento emocional das vítimas. A iniciativa também investe na autonomia financeira, com encaminhamento para emprego, capacitação e acesso a benefícios. “A primeira etapa dessa independência financeira é a mulher entender que, se obtiver uma fonte de renda, consegue sair mais fácil do ciclo da violência”, explicou. De baixo custo e com potencial de replicação, o projeto já contribuiu para fortalecer a rede local de proteção e ampliar o acesso à informação e ao acolhimento. Para a juíza, o enfrentamento da violência doméstica exige uma atuação integrada: “Quando a rede funciona de forma mais integrada, a mulher deixa de percorrer sozinha um caminho fragmentado e a proteção se torna mais concreta”, reforçou. A 28ª edição do evento foi dedicada ao eixo temático “Combate à violência doméstica” e contou com a apresentação de quatro iniciativas. A abertura foi conduzida pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Departamento de Gestão Estratégica, Mauricio Póvoas, e a mediação ficou a cargo da juíza auxiliar da Presidência do CNJ Suzana Massako. Proteção na Medida Outra iniciativa apresentada foi o Sistema Proteção na Medida, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que auxilia equipes multiprofissionais no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica. A ferramenta apoia a análise e a classificação de risco por meio de questionários baseados no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR), identificando casos mais graves e contribuindo para uma atuação mais coordenada da rede de proteção. Maria vai à escola Mais uma experiência compartilhada foi do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, intitulada Maria vai à escola. A iniciativa promove ações educativas voltadas à formação em direitos humanos e respeito às persidades. O programa busca incentivar, desde a infância, a reflexão sobre papéis sociais e contribuir para a prevenção da violência por meio da mudança de padrões culturais. Flores Incultas Também integra a lista de boas práticas apresentadas o projeto Flores Incultas, do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, inspirado na obra da escritora piauiense Luiza Amélia de Queiroz. A iniciativa leva a escolas públicas ações educativas sobre o papel da mulher e o enfrentamento à violência doméstica, articulando educação e atuação institucional do Judiciário. Referências para aprimorar a Justiça O Portal CNJ de Boas Práticas do Poder Judiciário é um ambiente virtual para pulgação de práticas de sucesso, permitindo sua replicação e adoção por órgãos do Judiciário. Reveja a transmissão da 28.ª edição do Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário Texto: Thays Rosário Edição: Jéssica Vasconcelos Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 56
26/03/2026 (00:00)
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